Poema em dois episódios
1.
Talvez eu tenha escutado da infância
canções tristes de povos da floresta.
Talvez, nos banhos de rios no
Amazonas, a água doce tenha perfurado
minha pele e os ossos
da juventude enrugados
pelo sal do mar
talvez, tenham permanecido
no sopro da meninice.
Mas os sonhos não precisam
dos rios nem do mar.
2.
Saímos do ventre das mães ao mundo.
E por que estamos sempre
na mesma casa,
em torno dos mesmos móveis,
envolvidos nos mesmos gestos?
Cada árvore está no ventre da terra
no ventre da vida.
Nossos sonhos - posso afirmar -
estão a serviço de nossa existência
(e não é difícil acordá-los)!
Talvez eu tenha escutado da infância
canções tristes de povos da floresta.
Talvez, nos banhos de rios no
Amazonas, a água doce tenha perfurado
minha pele e os ossos
da juventude enrugados
pelo sal do mar
talvez, tenham permanecido
no sopro da meninice.
Mas os sonhos não precisam
dos rios nem do mar.
2.
Saímos do ventre das mães ao mundo.
E por que estamos sempre
na mesma casa,
em torno dos mesmos móveis,
envolvidos nos mesmos gestos?
Cada árvore está no ventre da terra
no ventre da vida.
Nossos sonhos - posso afirmar -
estão a serviço de nossa existência
(e não é difícil acordá-los)!
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