Quando ainda havia garça no canal
(Silenciosa
e rara)
de pé e em
ângulo reto
a garça.
Anúncio de
seu fim
nas margens
do canal
longamente
poluído.
Qualquer
passante podia
vê-la - carne e lama.
Assim, come o
sabão
ou o detergente
flutuante
nas espumas.
Nada
habitual
entre as
águas do mar
por ali
também transitam
objetos estranhos.
objetos estranhos.
Quando ainda
havia graça no canal
o branco
despontava
e buscava o
peixe ligeiro
engolido de
viés
na fome
fugidia.
Quando ainda
havia garça no canal...
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