Brasil - Egito 1


Oscilamos no caos de cada dia.

Enquanto o Egito afunda nas centenas e centenas de mortes diárias, diante da loucura e incoerência de um País que pretendia viver de mudanças criativas e sensatas, o Brasil esconde seus assassinos, e os dirigentes não mostram a face e nem dão explicações plausíveis ao seu povo. Digo, mais especialmente, na cidade do Rio de Janeiro.
- Onde está o Amarildo?
A pergunta circula sem resposta, embora todos já saibam.
Ainda vivemos sob a égide do medo, e, assim como em alguns países do mundo, desejamos eliminar o que nos incomoda fazendo crer que há inimigos por todo lado. Mas, se continuarmos vivendo desta forma, vamos reproduzir o mesmo. Manipulados por alguns, não cresceremos nunca e não conseguiremos construir um mundo digno de nós mesmos.
Novas perguntas nascem em nosso dia a dia constrangido:
- Onde estão todos os outros desparecidos em ações ditas de segurança?
- Onde estão os ladrões que roubam nossa esperança de um Brasil honesto?
- Onde vamos parar em meio a tantos políticos sem caráter?
A memória é nossa aliada, e o jornalismo sério que pretenda pensar o nosso tempo deve ser também. Começam a circular alguns textos e pensamentos sobre o que vivemos agora, mas ainda há uma tendência a encobrir os fatos. E, muitos escondem a cabeça na mesmice das notícias que não nos importam para nada.
No caos podemos aprender muito, devemos nos motivar. Na violência não aprendemos nada!
- Onde está o Amarildo?


Rio de Janeiro, manhã de 17 de agosto de 2013.

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