Fábula (2) de Régis Bonvicino
A borboleta é uma ficção às avessas
raios atravessam as letras
chove uma chuva seca
o brinco-de-princesa é uma realidade extra
o ipê-amarelo é uma palavra déspota
sem cheiro
a dália-gigante é agora uma flor sem pétalas
a alga polui o lago em abstrato
não há saídas para a névoa
a palavra morre de véspera
a borboleta se transforma em pedra
sua asa, no entanto, se projeta
Poema do livro Estado Crítico, p. 49.
raios atravessam as letras
chove uma chuva seca
o brinco-de-princesa é uma realidade extra
o ipê-amarelo é uma palavra déspota
sem cheiro
a dália-gigante é agora uma flor sem pétalas
a alga polui o lago em abstrato
não há saídas para a névoa
a palavra morre de véspera
a borboleta se transforma em pedra
sua asa, no entanto, se projeta
Poema do livro Estado Crítico, p. 49.
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