Escrever, deixar a mão correr
Vivemos tempos muito difíceis! E já é quase Carnaval, outra
vez, na cidade do Rio de Janeiro.
Os jovens, alguns jovens sonham com a folia do Carnaval em
meio às impensáveis notícias violentas que circulam e assustam. Os noticiários
no Brasil começam a dar lugar ao samba, e abafam o horror que vivemos buscando
o leve, às vésperas da Festa que já fez sonhar em outros tempos.
Tempos novos virão depois das crises que revolvem as camadas
de nossa sociedade até aqui voltadas, principalmente, para o consumo e os ideais
de consumo com o luxo dando o norte e apontando alguns supérfluos.
A origem do termo em latim se escreve superfluu. E na raiz está guardada a palavra “super” trazendo o
sinal do que ultrapassa, e logo agrega o desnecessário. É interessante que em
italiano, espanhol e francês o vocábulo se escreve quase igual: superfluo, e em inglês superflu.
Santo Agostinho escreveu: “O supérfluo dos ricos é
propriedade dos pobres.”
Assim, introduzimos um corte, aqui no texto, deixando espaço
ao pensamento.
Pensem...
Carnaval e álcool estão somados na história dos homens.
Mas, nunca as jovens mulheres beberam tanto. Atenção, pois
nosso organismo é distinto do organismo dos homens. Metabolizamos o álcool de forma mais
delicada e perigosa. Possuímos um corpo que carrega a nobreza do feminino em
estado puro. Digo: não precisamos fazer esforço para isto.
Meninas, jovens mulheres pensem... E experimentem brincar o
carnaval à base de água de coco. Por que não?!
Aproveitem as fantasias nas delícias do corpo. No imaginário
brinquem!
As raízes desta festa podem vibrar sem os excessos
desnecessários.
Rio de Janeiro, 19.02.2017
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