Poema desta manhã nebulosa
O dia a
chuva o sono as marés e o vento
Claridade triste
insiste na manhã
Palavras e desenhos
se soltam dos cadernos
A chuva a
lama as árvores lavadas
O vento na
janela bate para entrar
O sono arde
nos olhos
As mãos
costuram um café forte
O dia não
traz os grilos nem os pássaros
As marés e o
vento soltos longe
Ruídos se
mostram devagar
Não ligamos
mais o rádio nem a tv
Um dia e
outro mais: “vida que segue” ...
(e mostra a
sua largura
perto dos
que partem rápido demais)
Rio, 13 de fevereiro de 2019
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