Diário

Rio,6.05.2020

Cemitérios sem espaço


Covas de barro alimentam os dias de abril e maio
Verdadeiras trincheiras se abrem ao infinito

A terra lhes será dada sempre, meus amigos
O barro de cor viva alimenta o verde ao redor

No quintal paisagem de árvores e plantas
as covas são trincheiras

os dias não tem cor
e lágrimas abundantes correm

Maria e Severino
Antonio ...

Naqueles homens e mulheres sem nada igual
(o coração parou!)

A vida desceu aos cemitérios
perto do céu


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