Diário
Rio, 15.06.2020
O dia está nublado e o país, também. São tantos os desmandos e os impropérios!
O vírus covid-19 continua entre nós circulando sem controle algum.
Às vezes, chego a pensar que ficaremos "guardados" dentro de casa para sempre!
As imagens na tv nos mostram outros países do mundo vivendo, delicadamente, a abertura
de suas portas. Aqui, a delicadeza foi para outros espaços. A sensatez também!
Chove e a água lava os campos abertos.
Correm rios de incerteza...
*
A vida presente em todos nós
No aprendizado diário detalhes tênues
O trabalho com as palavras conduz os atos
A água e as areias dialogam ?
Árvores de troncos altos ampliam o olhar
Janelas guardam distâncias espessas
Os passos brandos de sapatos gastos
Negros e brancos se entreolham dentro
Respiro, respiro e penso
Idosos e crianças vivem a brincar entre si
O sol vivo abre espaços de alvoroços
Os muitos possíveis acariciados no caminho
Carícias da chuva e do vento no muro do jardim
Livre o olhar sonha mas nem sempre
Em corredores grandes cheios de relvas há sobressaltos
As mãos guardam algumas memórias
E o coração trafega próximo ao pulso
Respiro...
PS. escrito e revisto
*
O dia está nublado e o país, também. São tantos os desmandos e os impropérios!
O vírus covid-19 continua entre nós circulando sem controle algum.
Às vezes, chego a pensar que ficaremos "guardados" dentro de casa para sempre!
As imagens na tv nos mostram outros países do mundo vivendo, delicadamente, a abertura
de suas portas. Aqui, a delicadeza foi para outros espaços. A sensatez também!
Chove e a água lava os campos abertos.
Correm rios de incerteza...
*
A vida presente em todos nós
No aprendizado diário detalhes tênues
O trabalho com as palavras conduz os atos
A água e as areias dialogam ?
Árvores de troncos altos ampliam o olhar
Janelas guardam distâncias espessas
Os passos brandos de sapatos gastos
Negros e brancos se entreolham dentro
Respiro, respiro e penso
Idosos e crianças vivem a brincar entre si
O sol vivo abre espaços de alvoroços
Os muitos possíveis acariciados no caminho
Carícias da chuva e do vento no muro do jardim
Livre o olhar sonha mas nem sempre
Em corredores grandes cheios de relvas há sobressaltos
As mãos guardam algumas memórias
E o coração trafega próximo ao pulso
Respiro...
PS. escrito e revisto
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