Diário
Rio, 24.06.2020
Leitor,
De água e de vento
são estas páginas
escritas (nunca mais ao relento)!
Há coisas estranhas acontecendo.
No pensamento quase sem espaço, o olhar
não se acomoda.
Ruídos e murmúrios
de homens e mulheres fugitivos.
Sem alma, sem medo do erro e sem culpa.
Os sinais estão invertidos.
As fugas acalentadas. Os homens riem de si próprios.
O vento tudo leva?
A água não lava tudo, já sabemos.
O vírus avança
e a manhã de junho segue aguardando seus mortos.
*
Leitor,
De água e de vento
são estas páginas
escritas (nunca mais ao relento)!
Há coisas estranhas acontecendo.
No pensamento quase sem espaço, o olhar
não se acomoda.
Ruídos e murmúrios
de homens e mulheres fugitivos.
Sem alma, sem medo do erro e sem culpa.
Os sinais estão invertidos.
As fugas acalentadas. Os homens riem de si próprios.
O vento tudo leva?
A água não lava tudo, já sabemos.
O vírus avança
e a manhã de junho segue aguardando seus mortos.
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