Diário
Rio, 16.09.2020
Manhã de silêncio
Brumas e devaneios na casa
Janelas desaparecem
Quem se debate longe perde bens e balbucia
O fogo arde invade sem rodeios
A casa de perto é mansa não resiste
Árvores atravessam jardins em chamas
Tudo é cinza e tudo tomba
Um quarto e uma varanda tão sonhados
Carcaças de automóveis e animais
Ausência dos passos
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