Diário
Rio, 27.10.2020
As montanhas
De repente, entrei na montanha mais próxima e escutei o canto de cigarras:
alto e uníssono. Cigarras leves vibram juntas.
À esquerda no lugar onde o Sol gosta de desaparecer em fogo e o mar se
transforma em espelho, depois de tanto caminhar entre as ondas na areia,
fixei por algum tempo o que não estava visível. Quase esqueci o corpo.
Ali - parada - havia uma mulher ficando idosa aos poucos.
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