Poetar

 

A poesia sopra nos cantões do mundo  

Assopra e sacode abalos e mentes torpes

Abre persianas e fendas entreabre ouvidos

A poesia infla fora das areias virulentas

Cria nuances habita as ruas os milagres

Venta nos olhares benfazejos ritmos desconhecidos

A poesia sustenta laços bafeja alto ou bem baixinho

Considera amores assovia sofrimento desfalece no tormento

Sem pudor satisfaz às mãos e aos lábios de cada um

Nas vozes humanas diz o mais brutal grita agonia sussurra respira

A poesia pinga leve traços letras

Risca nomes e amanhece no repente do sertanejo

A poesia sopra riscos pingos cochicha rabiscos

Sugere espirra uiva buzina!

 

 

 Rio 14 de novembro de 2018

 

 PS. Publico novamente, em Tempos difíceis!

 

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