Sinfonia sem carnaval
Nesta manhã a sinfonia de mais um dia
anuncia-se no azul do céu,
que provoca sair da cama logo.
Um movimento interrompe um resto de sono
sem sonho,
e eis que - de repente - já quase encosto no real.
Os pés no chão
vou pra lá e pra cá no quarto.
Sublinho os afazeres, e sigo a procura
do primeiro café.
Respiro algumas vezes na janela
e as plantas respiram junto comigo.
Um nome ou mais de um
digo e repito,
ainda movendo-me lenta.
O pão e o mel ...
Por muito pouco, não esqueço
a pandemia destes dias sem sinfonia.
Rio, 16.02.2021
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