Poesia sem final

 A boca abre a mão e soletra

Um murmúrio lamento 

A boca toca quase tudo e todos


*

Pedra sal e vento

De onde me chamam há muito tempo 

Escuto Bach 


*


E se a boca abre

Um mundo redondo e barulhento 

Quero crer no silêncio 

E me envolvo em nuvens

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