Poema com ira

 Retirem as baratas e os ninhos de ratos da 

capital do país. Não deixem pra trás nem as

 fardas nem as caras e bocas da Extrema Direita.

Os dedos tortos dos homens que gostam de fuzis

não nos representam. Somos das letras. Somos 

do chão do sertão.  Somos índios. Plantamos 

árvores e as nuvens participam de nosso céu. 

Retirem os homens que gostam de destruição de 

nossa frente. São "zumbis de faz-tudo".



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