Diário

Hoje é sábado. Cafés longos sobre a mesa.

Um dia grande de leitura e descanso.

Dia de deitar o corpo manso.

Das memórias gordas de tudo.


Cada dia nos chega uma vez só. 

No fortuito circuito das luzes.

O vento varre quase tudo. 


Não demora muito e chega a noite.

Redonda e azulada a lua brilha.

Vem sempre junto às marés. 


Nas cheias de agosto o gosto.

Não nos detemos no passo do outro.

Andamos nosso próprio rouco passo.

Enquanto vozes e letras manhãs soam.


Rio de agosto, 2023



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