Tarde chuvosa e rabiscada

A manhã correu entre os dedos. Pintando telas de árvores coloridas não sinto o tempo. O azul e o branco passam perto entre os múltiplos sinais de alegria. O poema sem métrica brilha na tarde escura. O olhar tudo vê. Soma e anota. Às vezes e sem querer, olhares se cruzam.

(As fotos em pb & etc respiram por perto).

Ele fotografa rápido. E não se afasta do tema.

Lê nas paredes os séculos. 

É na luz que o poema emerge. Um amanhã azul se  

prolongará nas praias que conheço. 


*

Ao homem amado não ordeno nada.

E sempre mais longe miro o horizonte

como se a noite, 

única 

nos presenteasse a cada dia.








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