Bom dia, palavras!

Há distâncias que fundam caminhos. Entre o chão e o rosto, na margem do percurso, árvores. Há braços que olham nuvens espalhadas. Neblinas. Silêncios que sustentam olhares. Dias quentes e vidas ardentes. Ervas e flores abertas. Desejos e miragens.

Há guerras que infestam tudo: pedras e bombas espalhadas. Há crianças que pedem comida. E dormem na noite escura de Gaza. A boca seca de tudo. Sem pássaros e sem poesia. 


*

E marcaremos estes dias destruídos 

com estrelas. 

Era uma paisagem de cidade viva

com torres e telhados lúcidos. 



Rio de Janeiro, verão de 2024.



  

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