O poeta Gilberto Mendonça Teles partiu
Soube, ontem, da morte do professor e poeta Gilberto Mendonça Teles.
Agradeço suas alegres aulas sobre métrica e as muitas regras de um soneto, no Centro Cultural UAPÊ, na época em que criamos o Jornal Poesia Viva da editora UAPÊ de Leda Miranda Hühne.
Era o início da década de noventa. Poucos alunos, muitas conversas e as histórias sobre Carlos Drummond de Andrade jorravam cheias de detalhes curiosos nestas tardes poéticas entre um café e alguns biscoitinhos.
Chegamos a entrevistá-lo em sua casa para um dos números do jornal, quando tive a oportunidade de ser a fotógrafa do grupo. Na época, Leda, Léa Madureira, Augusto Bastos e eu formávamos a equipe do jornal.
Comento ainda, que as fotos do grupo ficaram com a Leda e uma das que tirei dele saiu no Jornal. Depois, ele pediu para usar uma outra na orelha de um de seus livros, colocando o meu nome nos créditos. Voilà!
Faz tempo!
Quase dez anos depois, fui sua aluna novamente. Assisti um seminário sobre poesia durante o meu Mestrado na PUC-Rio. Lembro que, no final do semestre, escrevi sobre Manuel Bandeira. E recebi nota nove, e um comentário interessante que bem traduzia sua capacidade crítica e poética. Gostei muito mais do comentário do que da nota.
Obrigada Gilberto, inclusive pelo incentivo para que eu fizesse o caminho acadêmico (que realizei somente com estudos, pois nunca desejei ser professora!).
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Faleceu tambem o poeta francês Jacques Roubaud. Um mestre da métrica!
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