Inferno no Rio
Calor insuportável. Exagerado.
Dias e noites de intensidades.
Por toda parte a bebedeira acontece.
E nos hospitais eles bebem soro na veia.
Há quem goste de folia.
Há quem beba até cair.
Há o samba no pé.
Samba de raiz.
Jovens de todas as idades.
Fantasias e sonhos comparecem.
Purpurinas nas esquinas.
Carnaval na cidade.
O corpo acordado
e a alma dormindo.
*
Depois
O depois chega atrasado.
Vem de mansinho.
Ri por último.
*
Não há fantasia do absurdo.
Se houvesse seria alada.
E vestida de Odisséia.
*
Rio de fevereiro, com temperaturas acima do limite do verão, 2025.
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