Diário feminino

 Retorno com alegria à leitura do livro 'O tempo, esse grande escultor' de Marguerite Yourcenar. O texto, interrompido na época da covid em 2020, agora, retomado nestas leituras de final de dia me deixa dentro de sabores novos. Hoje li mais dois momentos bem impressionantes deste livro. Como são datados posso perceber que foram escritos em tempos que variam de 1952 a 1980. Portanto, uma reunião de textos escritos em momentos bem diversos.

O que saboreio sobretudo coincide com a forma que eu também escrevo, ou melhor sobre o que escrevo: um texto sobre uma poeta amada (que eu desconhecia completamente), e um outro sobre observações em viagens tão densas quanto barrocas. Ainda me agrada, também, lembrar que Joëlle Gleize se debruçou sobre o trabalho desta grande escritora.

A poeta citada é Jeanne de Vietinghoff. Viveu em 1875-1926. Descubro que foi mãe do filósofo Egon Von Vietinghoff. O que me impressionou é que ele era, também, pintor e fez 2700 quadros ao longo da vida.

São descobertas bonitas e inesperadas que a leitura nos traz! E completamente fora das redes sociais e das mídias.

Felizmente, inteiramente fora da IA.

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