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Mais perguntas que respostas

Escuto que a preocupação maior entre os jornalistas internacionais com a questão dos Wagner diz respeito ao que vai acontecer na África.  Putin declarou que quem paga Wagner é o Estado Russo. Alors, Putin= Wagner  Há ainda perguntas sem respostas: afinal onde foi parar o tal senhor Prigozhin? E por que o outro senhor da Bielorrúsia, Lukashenco, diz tê-lo acolhido "magicamente" e, tão rapidamente, escondido? Sem verso nem rima. Mas com preocupações.  * Final de noite estranho na França.  Mataram o jovem Naël, violentamente. Um policial atirou no peito de um jovem de 17 anos num controle no trânsito. Uma barbaridade! E a revolta com este fato desdobra outros momentos violentos entre os jovens e a polícia.  É uma questão sistêmica.  Há muito a ser regularizado. Racismo? Descriminação com os jovens da periferia?

Comemorar... e muito!

Hoje é dia de comemorar! Abraços e beijos entre amigos queridos, E sorrisos enormes! Viva a Democracia! * E chega de falar deste Monstro! * Extrema-direita,  socorro! Direita moderna, socorro!  Never more!!! PERGUNTA QUE NAO CALA: ALGUNS JORNALISTAS SÃO SONSOS? POIS NÃO ME PARECEM CEGOS NEM BURROS!

Um soneto andando

A noite cresce e se ergue problemática. Distraída, leio poemas no Alto Leblon. Felizmente não fico no frio asmática. Mas vejo o bairro andando meio de lado. Cheio de bêbados nas esquinas todos bebem cada vez mais. Até mesmo as meninas. Elas cavalgam bicicletas entre seus pares olhando estrelas e areias nas avenidas à beira mar: os jovens deste tempo desejam amar. Enquanto se entregam à bebedeira dançam nas madrugadas até cansar e repetem refrão antigo: 'deixa a vida me levar'...

Ruídos do lado de fora

Cidade grande e obras em demasia.  A mão escreve as horas desta manhã.  Um sopro longo e a velocidade do dia. Impenetráveis pensamentos  nos nomes de outrora perdidos. Perdidos sempre, e já não são nada. Um desejo de surpresa  enquanto a mão passeia na luz solar. Enquanto as pernas suam e se abismam nuas no mar azul. Inverno no Rio, 2023 * Cintilações E algo novo no desejo de ver; cachoeiras e trilhas. Um céu imenso de estrelas. * Lentidão  Florestas queimadas  A folha geme em agonia Não é verde a fumaça  e vibra o fogo que come tudo A palavra no vazio balança 

No Canadá e muito mais

 Florestas em chamas: Uma criança relata que perdeu sua casa e só conseguiu salvar dois cães. "Dois gatos ficaram para trás pois não houve tempo. Fugimos rápido do fogo levados por meus pais."  Perderam tudo. Ou quase. (Depoimentos fortes na TV Suíça.) * A peregrinação à Meca na Arábia Saudita reúne dois milhões de peregrinos com uma temperatura de 45graus. Todos procuram água para se refrescar em algum momento. (Matéria da SIC, TV portuguesa.) * Enquanto crianças desnutridas precisam receber ajuda de todos nós, pois doando apenas um real conseguimos ajudar a saciar a fome destas crianças que vivem na África. (Matéria de nossa TV. ) *

Um sonho

De árvores e arbustos vestia-se o sonho em versos do passado. Não havia muita gente, mas, existia uma casa cheia de objetos de vidro e cadeiras e tapetes estendidos entre as canções do piano,  que acalmavam até as pedras do lado de fora. Ela acreditava, porque a forma dos objetos sonhados faziam sonhar. E perfumes acompanhavam flores na jarra cor de hortelã  sustentada na mesa alta de madeira.

"Coup de force"

Domingo à noite, depois de um sábado tenso com notícias circulando de forma dramática sobre a guerra da Rússia com a Ucrânia, e as dificuldades internas vividas pelo governo russo. Um verdadeiro "coup de force" como dizem os franceses. E, voilà.  Eis que a questão primeira parece se resolver em algumas horas. O nomeado mercenário, que já foi íntimo do presidente Putin, consegue uma saída.  Mas, será mesmo uma solução? Tudo em compasso de espera... até segunda ordem. O mundo gira no universo infinito. E os homens tramam na pequenez de suas mentes.

Hoje é sábado

Por aqui e longe daqui: Aguardamos as punições de políticos ladrões, ratos de gravata, cobras bem nutridas. No Brasil, os julgamentos caminham lento na noite escura. Enquanto isto, a guerra está pegando fogo na Rússia. Depois de tanta destruição na Ucrânia, a voz e as ações dos Wagner têm muito fôlego.  Continua bem assustador! Atenção os Wagner marcham... A TV italiana transmite ao vivo.   Marcham em direção à capital da Rússia.  A marcha já está nomeada de "Marcha da justiça". * Com a certeza um pouco distraída  vejo distâncias e formas E nos tornamos mais que o tempo E somos um para o outro muito mais * Na pausa desta página nasce o fulgor; um múltiplo movimento de desejo  onde a canção antiga  em harmonias novas e citadinas  na cena sopra Rio, junho de 2023 ** Segundo momento desta manhã: O discurso de Putin à nação, hoje, foi muito duro: "Vamos combater por uma nova Rússia.  ... Vamos defender o nosso povo. ... Farei tudo que tenho em me...

A noite

 A pessoa que envelhece persegue o eterno?

Inverno no Leblon?

Meias de lã e uma xícara de chá. Dedos finos ágeis. Olhos sérios.  Fecho o livro com a emoção da personagem.  Sacha de Sófia Tolstaia se interna no sanatório. A loucura de um amor proibido? A proibição de uma traição amorosa soa. O piano toca a sonata de Beethoven? Certamente, depois, em sol maior Mendelssohn. Gemidos, suspiros e berros. Um alvoroço delirante. Pálida  ao piano sonha. E permanece a música: a música dos sonhos. Rio de inverno, 2023.

À noite

Escutar a voz dos sonhos.  Não somente isso. Procurar os vaga-lumes.

Hoje

 Caros, organizo livros novos em andamento. Escrevo menos. Escrevo nas brechas do dia. Trabalho com 'a escuta' como sempre. Alguns poucos dias de férias em julho nos aguardam. E, desta vez, será no centro do país. Sim. Lá, onde as coisas andam e desandam. Lá onde o sol arde no horizonte vermelho. * Imagens e murmúrios Andamos vislumbrando a terra suspensa. O caminho é fresco. Procuramos os limites do corpo. No limiar da porta há uma chama acesa. Um vaso de flores ao lado dos livros respira. A sombra e o perfume permanecem.   Aqui dentro o vento não chega e a lâmpada arde quente. Murmúrios de insetos sopram na janela mas a mesa de cabeceira nada vê. Um ponto de interrogação sinaliza  a página sobre a mesa onde letras tremem. (A mão procura  e o olhar repousa.) Rio, quase inverno de 2023.

A conversation with Henry Kissinger

Assisto agora Bloomberg, canal 201, e Kissinger, aos cem anos, nos diz: Os países têm que liderar a paz. Mas "parece que não há líderes". Eles vão fazer a paz quando ambos (os países em guerra) se interessarem por isto. Cabeça pensante.  Mãos enormes e bonitas, fortes ainda. Um corpo cansado e sofrido. Pensamentos claros.  A Europa tem uma posição difícil, segundo ele. * Entrevista dada ao editor -in -chef  John Mickeletwait. Segunda parte Imagens impressionantes da vida de Kissinger. Ele declara seu interesse em filosofia e história.  Uma beleza de discurso. Lúcido e articulado. Thank you! Vivemos um mundo de economia global,  "É preciso abrir as janelas para dialogar" ... "Será muito difícil para os EUA  quer tenhamos Biden ou Trump a frente do país."  Creio ter ouvido que o melhor lugar no mundo pra se viver é na Inglaterra. My God! (Estou longe de ter tal desejo) Terceira parte E vai falar sobre Indonésia e China Diz que "fizemos o melhor que pude...

Domingo, dimanche, domenica

Diário  E correm os minutos da manhã silenciosa.  A nuvem gorda pesa no céu.  Uma temperatura mais baixa esfria meus pés  enquanto leio Sófia Tolstaia: Canção sem  palavras.  * Acordei leve. Um café e um pedaço de pão molhado no mel me alimentaram o corpo. A alma precisava da leitura.  * Os pés descalços de José estão por perto.  Ambos lemos.                                                                                Rio de um tempo de reconstrução, 2023

Hoje é sábado:

Apoiamos as Deputadas que estão sendo massacradas pelos machistas de plantão da Câmara dos deputados.  Elas merecem o nosso respeito, sempre!

Em Verona - Itália

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Estávamos em Verona, 2015  Fotos de arquivo de família.  Nota: Contam os historiadores que as pedras calcárias que construíram a arena de Verona são brancas ou rosadas. Ali, onde o mar já ocupou todo o espaço em outras eras, ainda se acham vestígios deste tempo.

Piove, piove... em Verona

A ópera Aida de Giuseppe Verdi está sendo encenada em Verona, Itália, nesta noite. Comemora-se a centésima apresentação de Aida . A arena lotada aguarda os chuviscos passarem. No meio do público se encontra Sofia Loren já bem idosa e acompanhada de um de seus filhos. É aplaudida por todos quando entra pelo tapete vermelho para ocupar o seu lugar na plateia. É impressionante o início desta noite com o hino italiano cantado por todos de pé junto ao coro da Ópera.  Lembro que meu pai José Rebuzzi esteve nesta arena, quase no início do século XXI,  acompanhado dos dois netos mais velhos para assistir este espetáculo. Outro tempo de mundo. Era julho de 2000. Começa a encenação transmitida pela Rai. A orquestra toca a primeira parte desta impressionante ópera. Cenário contemporâneo; rostos de maquiagem branca, roupas de cor distinguem os personagens: sacerdotes, rei, rainha, faraó e escravos. A voz dos atores abre o espaço desta "casa" de magnífica acústica.  Viva! * Radamès ca...

O mapa do golpe

Não nos surpreende, e confirma-se tudo.  Nomes e sobrenomes. Conversas.  Diálogos impressionantes. Com "estrelas" ou  não. Arrogância e burrice se misturam. Agora, é tomar as medidas corretas.  Punições  em série. A história se escreve todos os dias. Já dá pra fazer uma novela, aliás de  péssimo gosto. Mas, não mataram a nossa  Democracia!

Poesia pré - invernal

Nublado dia de nuvens cor de chumbo. O verde se mistura ao longe com calúnias.  Em breve as férias dos pés; alimentos quentes e outras paragens. Enquanto anoto manhãs em nuances. Enquanto letras cavalgam no sobe e desce de sonhos e desamornias. Ainda outono de horizontes rubros. Um agasalho solto no sofá  & a vida simples sem inocência.  Um braço sustenta desejos de vento e muito                                                                      [mais. Porque mulheres agora têm voz e não recuam.  "E a busca de justiça continua".       Para as deputadas de Brasília que lutam por nós. 

E...

Na trilha de Berlusconi temos Trump e Bolsonaro. Pesadelos em série.  *