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Alguém

Alguém escreve na noite calma A casa não dorme ainda O escuro aguarda  As janelas esperam estrelas A brisa sopra faceira Algumas árvores dormem sossegadas Alguém passou rapidinho A casa se move E as estrelas sobem Alguém sussurra no quarto Árvores balançam passarinhos  O poema aguarda acordado * Alguém morreu Alguém nasceu No ventre do mundo  passos e esperanças  persistem na sombra Rio de dezembro chegando ao fim, 2025

Rio verão escaldante

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Notas: Praias super hiper lotadas. Não há vagas para os automóveis na orla nem perto da orla do mar. As barracas dos banhistas se tocam amontoadas ao longo das praias da zona sul. Um horror! Enquanto em Gaza, o frio e o desamparo matam. Mas muitos europeus e israelenses não se importam com nada. E na Suíça, durante esta semana, fez menos cinco graus à noite e o sol desapareceu por três longos dias. Em Lausanne um plano de cuidar dos desabrigados entrou em ação. Em alguns lugares da Itália a neve assusta. * Morreu Brigitte Bardot já bem idosa. Um ícone do cinema francês da década de 60 que circulou em Búzios fazendo alarde. Namorou o playboy brasileiro Bob Zagury. Outros tempos: filmou com Roger Vadin e declarou ter amado Jean-Paul Belmondo. E Brigitte acabou nas mãos da Extrema-Direita.  * Quietos em casa ouvimos música. Kaith Jarrett no piano. Década de 80. Dançamos ao som de músicas da década de 70. Bons tempos! As visitas aos familiares acontecem nas manhãs, quando ainda é possí...

Fiat lux

Escrever é amar? E seria entrar no interior da chama? Caminhar na areia fria de um verão antigo. Mergulhar ao redor de um barco branco. Ligar consoantes e vogais em ritmo. Na sombra do poema respirar. Associar a pedra e as sílabas vagas. Os ombros e o olhar. Tocar na ponta dos dedos as palavras. Dormir sonhando versos bem acordados. Unir os laços do passado. Guardar os inícios  e recordar com os lábios  o que foi dito no breu. O que circula ainda: um brilho de luz.                                   Para José  Rio de verão, 2025

Salve 2026 que se aproxima!

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 Compartilho a emoção e a nossa alegria! Foi um ano cheio de momentos difíceis.  Escritas e livros a caminho. É assim que resistimos a tanto desamparo e à violência do mundo. Estamos aqui, nesta foto, dançando... Uma vida de muitas construções! Feliz 2026 ! Rio, verão de 40 graus.

No início...

 "No início era o verbo"        S. João  " No início era o ato"             Lacan Faz pensar... Com Freud, Goethe, Lacan ou S . João somos levados a pensar. Pensar nos homens, nos sujeitos, nos desabrigados, nos palestinos.  A palavra é o caminho. "Fecundados pela escuta" alcançaremos a paz!                                  Papa Leão XIV  Rio, Natal de 2025

Boas festas!

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 Amigos e leitores amigos, Que todos possamos ter um final de ano com harmonia,  e um lindo natal entre familiares e amigos! Que possamos celebrar a vida no ano de 2026 em toda sua grandeza e com a memória dos dias já vividos! Rio de dezembro, verão de 2025

Fim de linha

 As cabeças vão rolar... Mas não necessariamente as cabeças que os "Globais" desejam. Será um final de ano conturbado!  Interesses escusos serão desmascarados!  O STF está atento às manobras. Viva a Democracia! Abaixo a ditadura!

A escrita pede passagem

A mão escreve e ousa exercícios.  O olhar escuta. Abre caminhos. A chuva soa em pinguinhos. Da nuvem ao chão de terra  escorre a tarde - primavera e se prolonga em muitas vozes. Os palestinos sem sossego  vivem no vento frio amontoados entre destroços. No campo das forças políticas  alguns homens perdidos se destroem. Desfiguram-se... Os dedos da escrita se alongam e se lançam longe. * No canto do muro há nomes que se fazem pássaros.  Solidão: Quem ouvirá os passos da noite?  Os olhos respiram o traçado do corpo feminino e incompleto.

A pergunta é:

Os senadores que votaram, ontem, contra a nossa democracia são senadores "criminosos"? E agora Lula? Estes homens caminham e votam na contramão da maioria do povo brasileiro! * Ainda estão sendo guiados pelos interesses da Extrema-Direita.  É horrível, triste e preocupante! Há uma orquestração de desmandos agindo em Brasília a céu aberto! Quem esses senhores pensam que são? Rio de dezembro, 2025

Quase verão

O céu incandescente e  o calor acordado. Somos brasas de verão.  Em breve seremos cores correndo. Um azul esverdeado  cobrindo a paisagem. Águas do mar de nossas praias  sopram ventos nos coqueiros.  Murmuram nos cabelos  mais um verão.  Rio de primavera-verão, 2025 * Sem título  E foi uma primavera de perdas e sustos. Tios e primos partiram. Intervalos pequenos de criação.  Escrevi a vida que insiste. * E segue o ano correndo atrás da esperança...

Amigos,

 Vamos comemorar a luta que continua! Comemorar e agradecer, principalmente, aos músicos que cantam a boa música brasileira! Àqueles que nos embalaram em canções lindas, fortes e poéticas em nossa adolescência e vida adulta. Os mesmos que ainda estão conosco buscando fazer vingar o humanismo que torna as pessoas melhores na vida! Vamos sublinhar a força destes homens que envelhecem com dignidade na luta e no amor ao nosso país! Sejamos gratos a todos eles, sempre! E viva a boa música brasileira! Não ao machismo! Não ao fascismo! Ditadura nunca mais! Fora Congresso que trabalha contra o povo! Fora extrema-direita! Rio de dezembro em luta, 2025

Amanhã é dia 13 de dezembro

Amanhã é sábado. E é o dia do "meu" José.  Há um José na minha cena há muito tempo: um José que foi meu pai; José. Um outro ocupou a função de meu analista; Fernando José.  E mais adiante chegou este que restou comigo sempre; José Eduardo. Parabéns a você, Zé, pela bela vida construída! Amor com amor se constrói!

Queda de braço

Há uma luta imensa, intensa e desmedida nestes últimos anos no Brasil. O governo instalado não consegue fazer vingar sua força e suas decisões inteiramente. A política não se faz mais com o pensamento.  A Extrema-Direita brasileira, com apoio de forças estranhas provenientes dos EUA, não permite que aconteça um governo de esquerda fiel ao povo brasileiro que o elegeu. A luta é diária.  A luta é de todos nós que apoiamos ações humanistas e que temos a consciência do que é  a beleza e a multiplicidade da nação brasileira. Muito além de homens com  poderes e economias girando em torno deles mesmos que se locupletam de forma desleal. Muito além dos poderes de alguns simplesmente muito ricos que pensam ter direito a benefícios e ganhos impensáveis. Muito além do sadismo dos machistas que por vezes de forma arrogante defendem direitos que não possuem. Atualmente, a arrogância de alguns políticos insanos nos causa horror!

Sintonia

Sim, em quase tudo. Sob as árvores dos jardins, sob os tetos da casas onde um ponto imóvel traduz algo indizível.  Galgando os dias e as horas das manhãs deste dezembro de calor e na luz que se acende, devagarinho, estamos nós. Assim arrumamos nosso presépio.  Sim, em sintonia. Afinal é Natal outra vez. Os sinos tocarão! Até os grilos cantam versos.  E as semanas somam afetos e abraços.  As criaturas oferecem ou pedem. As noites lampejam. O que devemos gritar? Que possamos ver a pomba branca sobre as cabeças  dos soldados? Que não seja tarde demais para o repouso final de alguns? Em sintonia com quem pensa nos semelhantes, registro este tempo difícil de homens que circulam  sem pensamento nem misericórdia.  Que possamos, sim, alcançar os ramos verdes e dar de beber aos que têm sede. Com olhos molhados na visão deste instante suspender as ações dos mais estúpidos.  (Misericórdia...)

Outras histórias

Era uma casa  cheia de vidros e textos, com janelas múltiplas  Nesta casa de dois andares a infância acontecia reunida, ou seja, em datas distintas ou tardias  Com um escritório em baixo rodeado de estantes altas, a casa de meu avô navegava bem no alto da cidade Alta: agora traçada em versos, talvez, assim se faça poema Os filhos partem cada hora mais um E só a casa resta Na memória os traços  perfeitos ou não, os filhos são filhos Já os netos são  filhos dos filhos E tudo entra em equilíbrio  Rostos repetidos Sorrisos insinuados Lágrimas e saudades Estranhamente e aos montes os livros restam nas estantes de olhares Eles restam... Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 2025

Pequenez

No minúsculo de um dia muitas vozes  soam.  Portas largas. Janelas em arcos. O relógio parado. Radiografias do passado  envolvendo luzes e estrelas tardias. Os pés magros na manhã natalina correndo areias. Sentada à mesa, o olhar petrificado. Imóvel, traduzindo ondas  de pensamentos. Rio de dezembro, 2025 * Escrevi em 2022: Queria uma janela aberta sempre como se ela fosse parte de mim.

Do amor

Minha mão ainda pequena e ainda macia consegue alcançar tanto. Em círculos balança sons na pele do dia. Até recomeçar com o lápis  os giros gráficos  desta escrita. Envolvida escrevo. E tenho a dizer. Do amor e do perdão  escrever.  A doçura de um ato. Qual uma flor que deixa para trás pétalas.  Minúsculas entrelaçadas ao vento. O sal e o mar bebendo bênçãos; assombramentos.  

Desejos de mar

Água fria entre os dedos. Suspensa no abismo azul. Cardumes ciscam. Nas profundezas, as portas do mar se abrem a poucos. Não duvidem. Lá um som de silêncio acorda o olhar.  Ruídos roucos. Poucos. Sem fantasma algum, as cores puxam os sentidos do corpo. Eu vi e revi as nadadeiras abertas de alguns peixes. Os olhos dos siris correndo nas areias.  Algas em suaves balanço. Verdes, brancas transparentes. No instante seguinte, voltar à superfície.  A magia desfeita no ar.  Ruídos abertos em palavras.  As flores do mar são conchas de cores ocres. E o balanço d'água suspira em todos os poros. Pedras e musgos olham. Uma saudade estranha ainda vinga entre os dedos das mãos.  No chão grãos de vida respiram. (A neblina vem do mar aberto). Rio de dezembro e de verão chegando, 2025

No mar

Onda azul Mergulho bolhas Respirando Devagarinho Subo em abraços  Mar azulado  Os pés nus Pedalando a água  Sensíveis resfrios De frente e de lado O corpo acordado Geme manso

As mãos leem

Mãos escrevem. Leem e irradiam brilho. Acordo o corpo com os braços. A palavra entre os dedos salta. Toco segredos largos e com olhos úmidos demais espero na sombra azul. O dia chega em lenta preguiça. O chão frio ainda está. Desperto. Longa paciência arde na língua.  O peso no corpo respira. Palavra lavrada de amor. Pernas, lençóis e sonhos mudos. Somos suaves desejos sós. Outras vezes & muitas mais. Rio de dezembro e de cigarras, 2025