Sim, em quase tudo. Sob as árvores dos jardins, sob os tetos da casas onde um ponto imóvel traduz algo indizível. Galgando os dias e as horas das manhãs deste dezembro de calor e na luz que se acende, devagarinho, estamos nós. Assim arrumamos nosso presépio. Sim, em sintonia. Afinal é Natal outra vez. Os sinos tocarão! Até os grilos cantam versos. E as semanas somam afetos e abraços. As criaturas oferecem ou pedem. As noites lampejam. O que devemos gritar? Que possamos ver a pomba branca sobre as cabeças dos soldados? Que não seja tarde demais para o repouso final de alguns? Em sintonia com quem pensa nos semelhantes, registro este tempo difícil de homens que circulam sem pensamento nem misericórdia. Que possamos, sim, alcançar os ramos verdes e dar de beber aos que têm sede. Com olhos molhados na visão deste instante suspender as ações dos mais estúpidos. (Misericórdia...)