Poema


Crônica de carnaval
                                               
A febre    o calor
a bruma do mar
Um oceano de sacos
p l á s t i c os
lixos em demasia

Fim de carnaval:
a escola campeã
cor de barro
trajou o nordeste
sertanejo

Além do cantador
s e v e r i n o s
e a voz da bateria
(samba  baião
xote   xaxado)

Na sanfona de
Luiz Gonzaga
mirou-se sertão
e forró pé-de-serra
longe   longe

Os blocos:
bêbada alienação
e muitos goles
“Três dias só ... só três”
é pouco

Álcool   álcool
Mais   Mais !
até (gratuitamente)
por estas e muitas outras
bandas

Final de fevereiro,
Rio de Janeiro
(i) mundo


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Em 11.09.2025