Poema
Crônica de carnaval
A febre o calor
a bruma do
mar
Um oceano de
sacos
p l á s t i c os
lixos em
demasia
Fim de
carnaval:
a escola
campeã
cor de barro
trajou o
nordeste
sertanejo
Além do
cantador
s e v e r i n
o s
e a voz da
bateria
(samba baião
xote xaxado)
Na sanfona de
Luiz Gonzaga
mirou-se
sertão
e forró
pé-de-serra
longe longe
Os blocos:
bêbada
alienação
e muitos goles
“Três dias
só ... só três”
é pouco
Álcool álcool
Mais Mais !
até (gratuitamente)
por estas e muitas
outras
bandas
Final de
fevereiro,
Rio de
Janeiro
(i) mundo
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