Rio de Janeiro, 18 de abril de 2018

Na volta ao Rio no dia 12 de abril desfrutamos de um voo da Air France duas vezes cancelado.
Greves sem explicações nos atropelaram. Greves francesas.
Um boeing gigante atravessou os mares de forma quase silenciosa.
Não fosse o vai e vem dos passageiros que, neste voo, falavam baixo e se moviam pouco
podíamos pensar que tudo fazia parte de uma ficção.
No aeroporto as filas nos davam a direção. E, estranhamente, não foi preciso pegar o trem
junto com os chineses como em outros momentos, e, que nos levava para o fim do mundo de um enorme aeroporto antes do embarque.
Rapidamente, estávamos diante do portão de n. 41 (?). Embarque.
Porém, nada ou quase nada a comer se encontrava ao redor.
Apenas, uma lanchonete do tipo americana caso subíssemos um andar de elevador.
Inacreditável o número de lojas de primeira linha. Vazias.
Falava-se 4 ou 5 línguas a bordo, inclusive o português.
Conseguimos dormir um pouco. Sim, e, por incrível que pareça, o cansaço nos levou aos bons sonhos.
Não fez frio dentro desta gigantesca aeronave.
A nave de Noé voou durante mais de onze horas, e, imagino que tenha trazido em seu ventre animais domésticos. 

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