Diário, 4.01.2022

 Escrever, escrever


O poema nasce

Corre escorre

Respiro


*

Abelhas e zangões


Um rumor de vento

e árvores em alvoroço.

Crescem no movimento abelhas

que trabalham e zangões 

palpitantes.

No corpo a corpo se movem.


O poema é tecido de mel.

De voos e de desejo.

Todo poema é um ciclo.

Um corpo de palavras sinceras

na mínima forma do olhar.


As palavras clamam palavras.

O verbo justo. 

A força da terra. 

O tronco e o inseto.


Abelhas vivas procriam.

Abelhas clamam vida.




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