Poesia:
E como quem viaja ligeiro
Nascem estas linhas em versos
E se escrevem na harpa de meus dedos
Crianças aguardam
Neste país onde mulheres respiram e se submetem
Atravessadas por palavras toscas
Onde mãos caladas suportam mais do que deviam
Aqui deste lugar de sacrifício
Levanto minha voz e grito:
Basta
Como se fossemos um trovão no espaço aberto
Como se tudo e todos nos ouvissem
Basta
Em nome de Maria e de Ana e de outras tantas mais
Basta
As crianças são nosso futuro
João, Antonio e João Pedro
São todos eles que esperam
Basta
De cinco ou sete anos
O instante nos une por inteiro
Vacinas, agora
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