Poesia:


E como quem viaja ligeiro

Nascem estas linhas em versos

E se escrevem na harpa de meus dedos

 

Crianças aguardam

 

Neste país onde mulheres respiram e se submetem

Atravessadas por palavras toscas

Onde mãos caladas suportam mais do que deviam

 

Aqui deste lugar de sacrifício

Levanto minha voz e grito:

Basta

 

Como se fossemos um trovão no espaço aberto

Como se tudo e todos nos ouvissem

Basta

 

Em nome de Maria e de Ana e de outras tantas mais

Basta

As crianças são nosso futuro

 

João, Antonio e João Pedro

São todos eles que esperam

Basta

 

De cinco ou sete anos

O instante nos une por inteiro

Vacinas, agora

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Em 11.09.2025