Rio, 24.01.2022

Sem título


 A mão escreve

na luz do ocaso

O olho observa a vida que gira


Há espaços abertos ao longo do caminho

A minha mão e a tua movem os dias 

Reinventam o verde dentro de casa

 

No muro da rua entre plantas e árvores

pronuncio o mais calado

e lanço algumas sílabas no chão


Palavras recuperam o fôlego

fora da violência da cidade

Pedem espaço e paz


A mão o traço a letra

juntos e sedentos

O corpo e a língua 


não se misturam na insanidade



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