Rio de Janeiro, 16.01.2022
Amanheço:
Domingo
Um domingo qualquer.
E a vacinação das crianças começa.
Poucas crianças. Poucas vacinas.
Nas telas de TV cientistas avisam: é preciso
vacinar!
Nosso insano governo desgovernado, de olhar
vago e vazio se esconde, lá, onde habita. Não diz
nada de coisa alguma.
*
No chão de madeiras corridas,
ali colocadas há quase cinquenta anos, sobre o
móvel perto da parede
vive a pintura de José Paulo
Moreira da Fonseca. A assinatura discretamente
se mostra. Um pouco desbotada. O poeta pintor
em pinceladas suaves desenhava suas portas
abertas ao mar.
*
Na crônica da cidade, depois de mais de dois
anos de covid
ainda há quem desconfie das vacinas.
Os hospitais cada vez mais lotados avisam:
os não vacinados têm mais chance de morrer.
*
Depois de tudo nos perguntaremos sobre esta
tsunami de covid?
Depois que encontraram a carcaça de um dragão
marinho no Reino Unido, ainda podemos
duvidar dos monstros
marinhos?
No interior de nossas florestas, as índias cantam
e cuidam de nossas sementes.
*
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