Rio de Janeiro, 11.02.2022
Portas da casa
A casa escurece na tarde.
Sombras surgem atrás de portas entreabertas.
Mas o sonho nasce lento.
Cortinas brancas guardam algo da claridade.
O jardim reverbera em gotas.
Chove fino.
De dentro dos armários nascem cores e vazios.
Em meus ombros doloridos os vestidos escorrem.
Gemem mistérios.
De pé habito alguns espelhos.
Assim como o verde penetra densos espaços.
Portas de madeira nos rodeiam.
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