Rio de Janeiro, 13.04.2022

 Nunca a Guerra


"Palavras para quê!

Falam mais alto os seus poemas."

A voz de Anna Akhmátova me alcança 

De forma grave 

O som rouco desliza neste domingo


Guardamos na memória o horror da guerra

O sentimento de terror 

Entre nós circulam tanques e armas no meio da 

neve

 No meio das sombras

Da Ucrânia em fronteiras tão distintas

Lendas tristes nada suaves estão nos caminhos

Estamos assustados

 Onde estamos?

Quem poderá censurar o nosso tempo?

Tenho medo

Dos homens de nosso tempo

Tenho medo



*


Jovens armados no peso de nossa era

Deslizam tanques num frio inumano 

É uma região super gelada onde se aprende a   

luta 

E onde os ritmos se levantam


E pais e irmãos amados de braços amarrados

de longe observam ignorados


Não conseguimos impedir tais ações?

Para estes jovens soldados tudo já começou 


(Caminho mais lento

Minhas sandálias deixo quietas

No ritmo das sílabas inacabadas)







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