Poesia:

Claridades descontínuas


 Entre os vestígios do dia

ruídos

e os dedos na página ao lado


em suspensão no rastro

de realidades

dúvidas e medos


Com a mão acendo 

a lâmpada

sob passos lentos


Espero 

A casa silencia

e a palavra presa


entre dentes saboreia

o dia a planta a luz:

brilhos névoas


*

O sol chega 

passeia 

e morre vermelho


*

Lua de agosto

onde molho os pés 


*

Relâmpagos e assombrações

brincam no escuro


*

Olho d'água e vento

no meio de meus braços

(os seios)










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