Sem métrica

 Sem métrica. Sem nada

Leve, ao vento discreto

da manhã. Ousado

e fogoso na sílaba deslocada,

anda o poema procurando 

o ponto do horizonte

(onde se sustentar)

Salvo engano, 

pensa alto e inventa ordens

absurdas. Flutua

Anda errante

Tempos bárbaros!

E o coração devorado

ou triste demais

bate castigado.


               Para Ana Luísa Amaral 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em 11.09.2025

Nota triste