Rio de Janeiro, 3.09.2022

 Setembro sem soneto


Setembro chega.

 Um vento frio ronda.

O mês corre em nossas veias, 

vidas, vias

até encontrar enfim o fio das escolhas. 

Uma voz. Mil vozes. 

É preciso falar. Não se calar. A voz ecoa.

É preciso votar.

Daqui a pouco seremos muitos.

Já estamos de mãos somadas. 

Há um jardim que nos envolve. 

Escrevo à flor da distância. 

Escrevo sem medo.

Escrevo.





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