Um jantar pongiano
A noite corria fria. Entramos no restaurante quase às 20hs. Sentamos perto da janela. O restaurante francês nos acolheu com vinho tinto, massa e peixe ('Poisson à Macro(n)')!
Um prato com ar de pintura. Ponge diria: "um quadro de natureza morta". Mas a expressão, aqui rememorada, foi dita por Marie Frisson.
*
Meus joelhos
Joelhos gastos gemem.
Todavia, joelhos bem usados
não tremem nem se vitimizam.
Há um mini elevador e
o nosso apartamento do terceiro andar
flutua no terceiro andar e meio
(à moda francesa.)
Escadas com tapetes seguram os sons
de nossos pés encantados.
Et voilà!
*
Em viagem:
Descobertas e conversas com motoristas de uber nos ensinam sobre outros povos:
No Mali os jovens bebem menos que aqui. No final semana os jovens franceses perdem a direção da própria casa. Bebem demasiado. Precisam sair 'carregados' do uber pelo motorista. Deixam para trás os celulares. Talvez, até mesmo a esperança.
Na Tunísia, todos temem a política que só se complica. O motorista culto opinava sobre tudo: a guerra, a política de Macron, o presiente do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro. Curiosamente, nossas opiniões convergiam.
O motorista chinês era muito alienado. E fugia, fugia dos engarrafamentos sorrindo sempre. Mas não reclamava.
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