Na tarde
Na tarde fria de outubro, enrolada na manta azul, deixo os pensamentos passarem assombrados. Vou e volto nas leituras de livros comprados na viagem pela França. Ainda me recupero de um resfriado viral que me toma as vias superiores.
Por mais que eu lute, e o tempo é mesmo de luta, o relógio corre em sua própria marcha. Ou seja, segue os ponteiros que decidem o momento à venir.
Por enquanto, recuperar as forças.
Dar os passos possíveis. Falar só o necessário.
O mês de outubro se organiza para os próximos capítulos da Nação.
*
Com as mãos
Vazias
Ainda
Sublinho sonhos
*
Diário,
Não me peças mais.
Já fiquei sem saber se o mundo conturbado
se prendeu em dedos loucos
ou se meus olhos procuram um lugar onde
acalmar os ouvidos acordados.
Rio de Janeiro, não sei mais como nomeá-lo.
Talvez, Rio sem razão.
Rio sem noção.
Rio de alienados...
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