Caminhos que se abrem

 Em tudo quero ver o que respira 

e se desmancha no ar.

Da água doce ou salgada quero o brilho

que rodeia meus braços. Quero viver e agir

em caminhos novos que despertam.

Dentro de nossos sonhos

quero plantar instantes e milagres.

Neste caminho mais claro,

sempre aberto no solo

não se perde a vida. Só se planta

e se protege a mata,

os animais. Não se escondem rostos.

Nem atos e palavras ficam perdidos.


Neste intervalo ainda esperamos.

Escrevemos silêncios e respirações mais longas.

De tanto aguardar,

sempre escrevendo começos 

fortaleço palavras 

caminhos endereços. 


Rio de dezembro, 2022






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