Diário,
No Rio de Janeiro, tarde quente de nuvens gordas. Ou quase. Ruídos de sirenes ao longe.
Um país de linhas a se escrever.
Inundações no Acre. Sem suavidade.
Espera-se demais.
Devastação no Mississipi. Terror:
árvores desenraizadas & casas destelhadas.
E em Paris o caos. Incêndios e violência.
Para alimentar o nosso sono ou a dança da escrita, o ritmo do passo de um diário circula neste vai e vem.
*
O olhar abastecido e lúcido
Ondas desenham letras
Pausas
A mão soma aspas
entre vocábulos
Acendem-se luzes vermelhas
Rio, 26.03.2023
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