E o outono pinga...
O ar outonal chega misturado com a chuva fina. O verão começa a partir devagar.
As cores mudam. A paisagem limpa invoca a verdade inteira dos fatos que nos rodeiam. É preciso dizer mesmo o que parece mais impopular.
Buscar construir o novo.
Um outro canto clama na terra.
Vestir-se de alegria e limpidez.
Mirar os povos e os ventos.
Deixar para trás a guerra
e os mísseis.
As florestas os animais e os homens respiram.
A manhã aguarda o poema.
Na página onde a vida se prolonga
a juventude é eterna.
Assim e sempre olhando firme
o horizonte é claro.
Deixar para trás a guerra.
Rio de março de 2023
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