E hoje é sábado dia 10
Um outro sábado de janeiro
cresce nas linhas ruas
e rugas da cidade.
Mais um passo e o sinal de luz.
Caminhar nas pedras da calçada
em ondas.
Mirar a espuma do mar.
Leblon voz e chão
soando zunindo verão.
Do outro lado da mesa de madeira
a xícara e a mão.
Uma verde maçã aguarda.
Quem abre o ângulo da árvore
no vidro da janela
vê o dia.
Pobres figuras sem dádivas
passeiam no seio do ocidente.
Por pudor e sempre
escrevo as manhãs.
Às 9horas o relógio Oito aguarda.
É rendada a nuvem que passa.
*
Um rosto mergulhado na palavra
andando aviva o verde.
A escrita desce o verso
e a língua sobe sílabas.
Ela deseja e desenha o passo a passo
sem armas na mão.
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