E hoje é sábado dia 10

Um outro sábado de janeiro 

cresce nas linhas ruas 

e rugas da cidade.

Mais um passo e o sinal de luz.


Caminhar nas pedras da calçada 

em ondas.

Mirar a espuma do mar.


Leblon voz e chão 

soando zunindo verão. 


Do outro lado da mesa de madeira

a xícara e a mão. 

Uma verde maçã aguarda.


Quem abre o ângulo da árvore 

no vidro da janela

vê o dia.


Pobres figuras sem dádivas 

passeiam no seio do ocidente.

Por pudor e sempre

escrevo as manhãs. 


Às 9horas o relógio Oito aguarda. 

É rendada a nuvem que passa.


*

Um rosto mergulhado na palavra

andando aviva o verde.

A escrita desce o verso

e a língua sobe sílabas. 


Ela deseja e desenha o passo a passo

sem armas na mão. 


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Em 11.09.2025