Leio Rubem Braga


 O livro chegou em minhas mãos pelo correio. Leio atenta e alegre. Lembro que manuseei uma parte da correspondência de Rubem Braga em pesquisas na Casa Rui em 2000. 

Este incrível e talentoso escritor nasceu na mesma cidade que minha mãe, no Esp. Santo. Conheci Cachoeiro de Itapemirim ao redor de meus quatorze anos. Era uma festa de casamento de família (o lado Vivacqua da familia de minha avó). Naquela época eu adorava Roberto Carlos e já conhecia algumas crônicas de Rubem Braga, pois em minha casa estes nomes circulavam com emoção.




Eles eram os 'cachoeirenses ausentes' famosos!

Muita coisa mudou nas décadas seguintes. Mas, estas crônicas parisienses permanecem entre nós como registros sinceros. E permanecem atuais, pois são escritas de forma interessante as pertinentes opiniões do autor tanto sobre socialismo quanto sobre arte. Cheias de informações curiosas vividas na década de cinquenta na França, e ao redor de nomes importantes da literatura e da pintura principalmente, inclusive sobre as mulheres dos grandes pintores, etc, que viviam ao lado de seus companheiros e participando de tudo. São as ruas, os cafés, as casas, as conversas descritas com os olhos e a força crítica de um brasileiro livre para dizer ao texto, batido à maquina, tudo que a mão é capaz de expressar com inteligência.

Quem sabe nasce uma resenha sobre este livro que agora me fascina. Escritos principalmente entre 1949-1950 os relatos de Braga trazem histórias vividas em Paris do pós-guerra, quando ele viveu uma segunda temporada por lá como jornalista escrevendo suas crônicas "retratos" vivos.

Editora José Olympio Ltda., Retratos Parisienses, março de 2013.

Seleção e apresentação Augusto Massi.



Rio de Janeiro, fevereiro de 2026

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