Mais um sábado
Difícil falar de um tempo de mundo tão desmontado. Os ditos se confundem com as mentiras, agora, nomeadas fakenews. Os termos em inglês circulando me incomodam.
Difícil, também, viver diante desta insistência de governos destruidores que continuam matando tanto em alguns países, que não rezam na cartilha deles. Esta união marginal e patética do governo americano com o governo de Israel precisa ser freada. Não é mais possível ao mundo aceitar tanta violência e tantas vaidades misturadas com mentiras que só beneficiam a eles mesmos. E ainda a bem poucos entre eles.
Com a natureza ao nosso redor gritando a necessidade de cuidados e de medidas urgentes que gerenciem as ganâncias de tantos governantes, que não conseguem ver o que urge e que tem que ser feito em vários países ao mesmo tempo, é difícil respirar.
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Amar as árvores.
Mirar as nuvens.
Solidificar o solo com ervas
e plantações. Ramos muitos ramos.
No giro do olhar observar:
flores violetas, borboletas.
Versos, silêncios e sonhos
embalados sobrevivem.
Longe e perto. Pertinho de mim.
Outono chegando na lembrança.
Uma sombra escorre.
Um sofrimento antigo me rodeia.
A saia rodada de cores no verão.
Pensamentos íntimos.
A casa de meus pais
(na grama os sobrinhos correm
e se derramam em meus braços)...
Mas a casa foi embora.
E as nuvens estão no alto,
sim, entre relâmpagos
voam em locais sagrados.
Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2026
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