Para Anna Akhmátova, a quem agradeço!

 Leio, na página 221, os seus versos de "Conto de Petersburgo."

(...)

Portanto, festa? Pois haja festa!

   Mas como sucedeu que eu seja

      de todos a única viva?

Amanhã acorda-me a alvorada,

     e ninguém para me censurar,

             só o azul por trás da janela

                  sorrirá para a minha cara.

Mas tenho medo: vou entrar

   sem tirar o xaile bordado,

         sorriso a todos e... calada.

(...)


Na quarta capa deste livro, a importante poeta russa nos diz:

" Passava todos os verões nos arredores de Sevastópol na enseada Strelétskaia, e ali fiz a amizade do mar". (...)

 "Compus a minha primeira poesia quando tinha onze anos."

A editora portuguesa Relógio D'Água nos presenteia com o livro Prosas Escolhidas e Poema Sem Herói. Lisboa, fevereiro de 2001.

Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. 

O belo exemplar foi por mim adquirido em 2006. Retomo as leituras deste livro que me emociona sempre.

São memórias, versos e trechos de livros envolvidos em relatos da história deste país de imensos poetas. 



Rio, fevereiro de 2026.

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