O mundo em marcha ré
Enquanto as mulheres, aqui no Brasil, continuarem a ser assassinadas como se não representassem nada na nossa sociedade estaremos comprovando a nossa desumanidade, o nosso atraso e a bestialidade de alguns homens que nos rodeiam.
Algumas medidas sérias contra esta violência foram tomadas pelo governo Lula, mas os homens bestiais de nosso tempo ainda são inúmeros. Sequer reconhecem o que fazem. É bem escandaloso que em pleno século XXI estejamos assistindo a tudo isto.
Enquanto governos no mundo, ditos civilizados, continuarem a agir a favor das guerras e das violências ligeiras, qualquer uma: uma piada de mau gosto e violenta, um desrespeito entre nações, etc,
enquanto jogadores de futebol ou torcedores que xingam com seu ódio ou preconceito, etc forem considerados como sujeitos agindo de forma natural e aceitável, meus caros, estaremos andando pra trás.
Já é difícil pensar diante de tudo isso. Difícil respirar em um mundo tão dramático, e mesmo viver com tantos assassinatos de mulheres bonitas, sérias, e dignas que desaparecem de repente como se fossem seres menores, insetos, talvez.
Nunca imaginei que assistiria este grau de violência durante a minha vida.
O trabalho com a psicanálise, as inúmeras leituras que fiz e ainda faço, as viagens de estudo que realizei durante décadas me levavam a crer que o mundo havia avançado. Porém, eu estava olhando para os meus pares. Sabemos que tudo volta quando a memória se apaga. Os homens esquecem a crueldade das guerras já vividas, esquecem o atraso e a destruição que elas trazem. Os valores ficam danificados e falsificados em prol da ganância de alguns.
E os assassinatos viram qualquer coisa, principalmente em governos estranhos que priorizam a venda de armas, ou que mentem sobre tudo pra favorecer aos mesmos senhores de sempre; os sádicos e cínicos homens desta sociedade adoecida.
Quanto trabalho estamos deixando para as gerações futuras. Em primeiro lugar terão que reconhecer a sociedade doente onde estão inseridos. E, depois, haja luta. Caros, a luta já começou faz tempo. No entanto, há tanta coisa fora de lugar. Há tanta loucura e desperdício. Há sujeitos perdidos. Há ainda mulheres submetidas, que lástima!
O mundo continua girando em voltas,
Os laços humanos se atam com dificuldade,
Em um vai e vem dramático e político,
Onde todos nós somos responsáveis.
Rio de julho, 2026
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