Sábado 11 de julho

Um sábado ímpar. 

 Ainda com alguns jogos da Copa. 

Desta Copa do Mundo que assusta 

e se traduz com tanta desfaçatez.

Um dia e outro, um jogo e mais um, 

palavras loucas circulando e 

um mundo atravessado de ignorâncias. Violências. 

Bem, há as mãos que somam.

Há palavras delicadas.

Há registros do bem.

O relógio bate meio-dia. 

Um som raro que depende das cordas 

dadas pelas nossas mãos. 

O coração animado registra 

mais um dia.

E minhas mãos se misturam aos afazeres da manhã. 

Estou aqui

e tudo ao redor é tanto.


Tanto, tanto.

Um pequenino mundo me rodeia.

As ruas nascem das cidades. 

Alamedas, avenidas.

E árvores e flores pedem olhares.

Pedem mais horizonte.




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Em 11.09.2025