Um poema para o mês de julho

Entre as mãos e aquecido no ventre

o poema nasce de gestos.

E se cobre de folhas e névoas por um instante.

Sem forma ainda, sem caminho,

segue seu movimento.

Por um acaso, ali onde se inventa

brota uma lágrima clara.

O dia de linhas abertas

vem socorrer o fluxo que emerge,

enquanto as marés marcam 

horas de misericórdia. 


Os dedos em aventura

de vozes e paixões se debruçam 

em viagens que não se apagam facilmente. 




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Em 11.09.2025