Poesia de agora
A mesa, a mão, o sol...
A mesa e as mãos estendidas
ao lado da janela. O sol anda
por perto. Espero e escrevo.
O silêncio brinca com a mão
direita. Tudo fica claro.
Um sopro feminino
acalanta o movimento do olhar.
Olhos e boca chamam o dia
a participar.
Ainda espero.
Ainda quero caminhar
na ondulação do corpo e do mar,
na sequência firme e única,
e sem esforço algum.
A água é fria e o sangue é quente.
Escrevo.
Apenas na navegação de dias e noites,
no gesto agradável
de palavras que se acendem e iluminam.
Com o corpo de letras
fincado no horizonte:
a mesa, a mão, o sol...
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