Hoje, eu me endereço aos meus parentes bolsonaristas:
Sinto dizer que a política destruidora da Extrema-Direita nos distanciou. Ou será que somente confirmou uma distância de pensamento, que sempre existiu entre nós?
Escrevo calma e preocupada demais com vocês, meus primos e meus irmãos, que um dia me disseram, que votariam em Bolsonaro, o pai.
Muito tempo passou e o Brasil já sofreu, enormemente, com todas as atrocidades construídas pelo governo de um homem autoritário, só pra dizer o mínimo. Foram muitos desmandos e decisões cruéis, que todos vivemos especialmente no tempo da covid 19. As decisões contrarias à ciência e as inúmeras entrevistas bizarras de um presidente insano me levavam a pensar em vocês algumas vezes. Como é possível que pessoas próximas a mim um dia escolham isso?
O que veio logo depois das eleições do Lula, quando eleito presidente quatro anos depois, foi pior. Estes senhores que vocês insistem em apoiar tentaram desmontar as eleições e destruir os Três poderes em Brasília. E não era ficção. Mas vandalismo declarado.
Estamos afastados desde então. Não reconheço parentesco com quem pensa em desmontar a ordem constituída de nosso país. É triste, sim, mas é assim!
Agora, que vamos eleger o novo presidente de nosso país no segundo turno destas eleições tão apertadas, voltei a lembrar de vocês. Será que ainda insistem nesta insanidade de escolher o Bolsonaro filho, com explicações simplórias e alienantes? Será que se dedicaram a avaliar a seriedade do tema?
Temo pelos filhos e netos que vocês têm e que terão pela frente um mundo militarizado e hostil, um mundo bestial em tantos sentidos.
Não precisarei estender muito minha preocupação aqui declarada. Todos sabem que sou humanista, que trabalho com o psiquismo e que escrevo. Entao,
estas linhas abertas e sinceras são parte de meu trabalho pensando o mundo que me rodeia.
Desejo forte e desejo grande que o meu voto e o de muitos outros amigos, pensadores, escritores, e demais brasileiros que votaremos Lula, mais uma vez, consigam fazer a diferença pra trazer a grandeza de nossa gente tão sacrificada e tão bonita para o centro da questão
Nao se trata de escolher entre Direita e Esquerda.
Agora, trata-se de pensar que mundo queremos para nós e nossos pares, sejam familiares de sangue ou não.
Peço que, se algum de vocês chegar a ler estas linhas, pense...
Mas pensem não em vocês, pensem no mundo, na América Latina, nas nossas florestas, na educação e na saúde psíquica dos jovens de nosso país!
Muito forte e muito importante.
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