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Matisse

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                                           "A dança" (fragmento, óleo sobre tela), 1932-33. Quando Matisse esculpiu os corpos das dançarinas Moveu-os com os dedos mansos Descubro Que os dedos fortes de Matisse suavizam formas Mais e mais redondas elas se tornam Os corpos desenhados por Matisse são feitos em curvas As dançarinas em roda brincam com o corpo em ângulos sinuosos Algumas levantam as pernas alongadas Qual uma ave que abre as penas das asas                                                                 Em voo solitário...

Sob a névoa e poema (A bordo de um 737)

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                                                     A bordo de um 737:                                               Um vulto na janela. O horizonte decola surdos ruídos.                                              Algumas luzes se apagam. Um certo bocejo vagueia em                                              estrelas distantes. Praia do Flamengo, Cristo Redentor,                                     ...

Portas do mundo (Brasil, França, Espanha)

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Inédito (publicado na revista Famigerado )

  Poema da madrugada 1 Perdida no metrô ela marcha sem fronteiras uma pressa sem fronteiras todos correm – correm c’est par là – ah non – c’est par ici Ah, oui! Todos têm pressa uma pressa de todos os dias todos os gestos nos pés poeira outros povos outros chãos c’est par là ah oui! mais non c’est par ici (um sobe-e-desce não mais de ruas e avenidas no metrô todas as línguas!) Et on voit des traces des horizons de l’azur curieux – c’est bon le vent qui vient de la fenêtre la clarté me stupéfie 2 A mulher sorri alimenta o filho-bebê-indiano olhos de  vazia Amêndoa L’Amande de Paul Celan est là dans ce moment au métro et je suis là aussi (com o olhar pequeno e marrom) A mulher reconhece em mim a mulher do dia anterior – à mesma hora: 15:15 na estação Cité Universitaire Mas como seguí-la agora que desceu de repente? Não saberei dizer o que faz essa mulher e seu bebê no trajeto do metrô jusqu’à station St. Michel- Notre Dame (Amande: fruit en forme d’oeil, plein du secret de la...

Celan lê Freud / Celan lit Freud

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Encontrei na internet, recentemente, um texto escrito por Jean Bollack que comenta versos de Paul Celan em uma análise densa, e os liga a textos freudianos sobre a Guerra de 1914-1918.             Nuits de gris, préconsciemment froides,             Noites de cinza, préconscientemente frias, Na noite há a presença de uma noite sem cor, que também se reporta à “cinza” dos corpos incinerados. A materialidade da palavra carrega mais de um sentido e – em um giro – conseguimos ler o que o nome tem a dizer. A noção de passagem com nuances ínfimas – “o cinza sob o cinza” – tanto quanto a palavra com sua materialidade precisam ser ditas e reditas.             Ler... reler... tresler... Além do Princípio do Prazer que estuda as neuroses de guerra, onde Freud anunciava algo da “compulsão à repetição” se afastando do “...

Hélène Grimaud plays Bach

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Relendo Freud                         São as 17 palavras ou expressões freudianas escolhidas e comentadas na interessante tradução de Marilene Carone, no livro Luto e Melancolia , que me movem a escrever agora. O livro de capa dura brinca com as letras que se mostram em movimento nessa capa cinza que a editora CosacNaify nos oferta, em primeira reimpressão, 2012. O movimento que está inserido também no trabalho de linguagem que os textos “Melancolia e criação” de Maria Rita Kehl e “Uma ferida a sangrar-lhe a alma” de Urania Tourinho Peres, que participam do livro tanto quanto o clássico “Luto e melancolia” de Freud, (antigo conhecido), é o mesmo movimento que escutamos na clínica de nossos analisantes, que falam... falam... e, um dia percebem que se colocaram a mover a vida, movendo “as letras” de seus desejos. Lentamente, abro um parêntese para dizer que o ent...

Cidade de Annecy - França

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Annecy possui uma história rica e mais antiga que a maioria das cidades dos Alpes franceses. Vestígios de vilas datando o período  Neolítico  (ou idade da pedra polida) foram encontrados próximos aos rios da região. [3] Palácio de l'Isle O primeiro povoado foi criado pelos romanos no  século I a.C.  e se chamava Boutae. Com a queda do  Império Romano , a região se torna palco de várias invasões incluindo a dos povos germânicos, burgúndios e mais tarde dos francos, o que traz muita insegurança ao local. Os sobreviventes destas invasões se refugiaram nas colinas vizinhas, e foi somente no século XI  que uma nova cidade começou a se formar nas margens do rio  Thiou , próxima a uma torre de defesa e protegida por edificações que haviam sido construídas. Estas edificações se tornariam mais tarde o  Castelo de Annecy . Como Annecy está localizada entre  Genebra  e  Chambéry , boa parte da sua história foi mai...

Fragmento do livro 'Quase sem palavras' (7Letras, 2011)

A janela está aberta. O outono se inicia com as folhas das castanheiras avermelhando o verão. Os porteiros da rua juntam em montes as folhas. Arranham o chão em barulhos de vassoura e cimento. A louca senhora da redondeza trabalha sua rotina compulsiva: varre, varre, varre. O que varre esta senhora? Inicia de repente no canto do muro, sem parar fica horas sem fim varrendo o mesmo espaço. Uma folha é uma folha arrastada pelo vento, molhada da aurora. Nem sempre corre no chão. Para de repente e logo recomeça. Leva montes de folhas em qualquer direção, subitamente desiste. Não há como penetrar os caminhos do absurdo. Enrolada na manta verde do sofá da sala, respiro a impaciência do lugar onde me encontro. Vou até a cozinha, preparo uma massa para o almoço, com decisão. A mulher que varre os sonhos habita minha mente, em voltas e voltas. Afinal, o que varre esta mulher?

Eis o enquadre:

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a rua é de pedra e de raízes são seus dedos a boca se firma entre lábios cor de carne naturalmente abrem e fecham sem pestanejar (os cílios castanhos) ela olha os ônibus barulhentos que passam sua fumaça e o peso dos corpos cansados no final do dia - sempre igual os homens não se olham respiram o suor com o peso que carregam na cabeça os olhos fixos em qualquer lugar sem pensamento os homens voltam pelas ruas presos ao corpo de um ano atrás-do-outro uma guerra-atrás-da-outra ela às vezes vê os pés nas pedras do chão sim, aquela que gosta de caminhar as cidades  os bairros  as ruas  as esquinas  os cafés  as livrarias  os mercados  as calçadas  as poças d'água com as pupilas que engolem (poema do livro Estrangeira , 7Letras, 2010)

Minha jangada vai sair pro mar (Composição com imagens do Dorival Caymmi, de Orson Welles, e do Quarteto Primo.)

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Caderno de viagem

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No detalhe: cenas poéticas

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Rio de Janeiros em ângulos raros

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Notas sobre Tradução e psicanálise

As relações entre psicanálise e tradução são muito complexas. Sabe-se que Freud, por exemplo, chegou na França pelas traduções que tendiam a desnaturalizar o essencial de sua inventividade. Essas traduções visavam a comunicação de sentido. Muitos anos depois, Lacan retomando os textos de Freud conseguiu com suas leituras-traduções interrogá-los em uma trama delicada diante da língua e suas imagens. A psicanálise pode ser tomada e estudada, inclusive, pela força que mantém com a tradução, "na medida em que ela indaga a relação do homem com a linguagem, as línguas, e a língua "dita materna" (Antoine Berman, L'épreuve de l'étranger, p. 283. Gallimard).                                                                              * O poeta, tradutor e professor armeno Ma...
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  DENIS ROCHE LA QUESTION QUE JE POSE On dit de lui qu'il est écrivain  et  qu'il est photographe ; qu'en lui ces deux activités créatrices, la littérature et la photographie, coexistent, se conjuguent, voire se confondent. Il est vrai qu'il incarne aujourd'hui comme personne cette étrange ambivalence, cette double portée lyrique, cet incessant va-et-vient, dont il s'emploie à cultiver précisément l'entre-deux quand il ne se porte pas tout simplement aux extrémités de l'une ou de l'autre, par exemple par des livres  ou  par des expositions. L'exposition qu'il a intitulée "La Question que je pose" ne propose Èvidemment pas ce qu'on appelle Si commodément une  réponse:  ce serait mettre la charrue avant les boeufs. Elle incite seulement à reprendre les choses à leur début , car il n'y a jamais qu'une seule question en art, un seul relief de l'esprit et un seul cadre pour le dire, un seul paysage et un ...

Jardim Botânico no Rio+20

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: // humanidade 2012 (rio de janeiro / forte de copacabana)

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fotos de José Eduardo Barros, 15.06.2012

Ailton Krenak em depoimento a UNESCO - "20 ideias para a sustentabilidade do Planeta" Rio +20

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Dia mundial do meio ambiente (dia 6 de junho)

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                                                                                                "Em suma, o que é uma floresta?                                                       - É simultaneamente um monumento e                                                       uma sociedade. (Como uma árvore é                                             ...