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Nota do final do dia

Como os EUa e o estado de Israel se atrevem? O que desejam fazer ao Irã e ao mundo é sem precedentes. Mas, receberão de volta muito da violência que estão impondo ao mundo. Foi para isso que o senhor T. entrou na presidência da América do Norte? Quanta irresponsabilidade!

Mais um sábado

 Difícil falar de um tempo de mundo tão desmontado. Os ditos se confundem com as mentiras, agora, nomeadas fakenews. Os termos em inglês circulando me incomodam. Difícil, também, viver diante desta insistência de governos destruidores que continuam  matando tanto em alguns países, que não rezam na cartilha deles. Esta união marginal e patética do governo americano com o governo de Israel precisa ser freada. Não é mais possível ao mundo aceitar tanta violência e tantas vaidades misturadas com mentiras que só beneficiam a eles mesmos. E ainda a bem poucos entre eles. Com a natureza ao nosso redor gritando a necessidade de cuidados e de medidas urgentes que gerenciem as ganâncias de tantos governantes, que não conseguem ver o que urge e que tem que ser feito em vários países ao mesmo tempo, é difícil respirar. ** Amar as árvores. Mirar as nuvens. Solidificar o solo com ervas  e plantações. Ramos muitos ramos. No giro do olhar observar: flores violetas, borboletas.  Vers...

Para Anna Akhmátova, a quem agradeço!

 Leio, na página 221, os seus versos de "Conto de Petersburgo." (...) Portanto, festa? Pois haja festa!    Mas como sucedeu que eu seja       de todos a única viva? Amanhã acorda-me a alvorada,      e ninguém para me censurar,              só o azul por trás da janela                   sorrirá para a minha cara. Mas tenho medo: vou entrar    sem tirar o xaile bordado,          sorriso a todos e... calada. (...) Na quarta capa deste livro, a importante poeta russa nos diz: " Passava todos os verões nos arredores de Sevastópol na enseada Strelétskaia, e ali fiz a amizade do mar". (...)  "Compus a minha primeira poesia quando tinha onze anos." A editora portuguesa Relógio D'Água nos presenteia com o livro Prosas Escolhidas e Poema Sem Herói. Lisboa, fevereiro de 2001. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra.  O belo exempl...

Leituras importantes no carnaval carioca

 Li de novo, e durante alguns dias um livro importante do poeta Augusto de Campos. Tomei notas, reli e fui em busca de outros livros dele espalhados em nossas estantes. Reencontrei surpresas e anotações. Vivi um Carnaval acompanhada de poetas. Principalmente, os russos da geração de Akhmátova e Tsvetáieva. Foram dias ricos, sem fantasias mas cheios de leituras densas. O texto cresceu além do tamanho da resenha que me foi pedida. O livro ainda queria mais. Dei um stop porque havia prazo. E fiquei sabendo depois que o jornal Banquete, nesta homenagem ao poeta, virá em duas edições.  Aguardem!

Rascunhos

Quem são eles? Aqueles papéis soltos que aparecem e desaparecem muito rápido? São os textos que escrevemos e não queremos esquecer? Ou aqueles que brotam para vingar devagar? Em um papel que resta por perto e, depois, desaparece, não há nem tempo para as despedidas. Amassados ou rasgados de qualquer maneira levam nossos traços imperfeitos. Gosto de pensar que nos rascunhos algumas imperfeições ficam bonitas. São marcas a lápis em geral meio apagadas. As minhas sempre sublinham e alinhavam palavras e gestos.  Rio de um verão desenfreado, 2026

Mas hoje é sábado

Caminhos Nos caminhos abertos alguns seguem  e outros padecem. Algumas meninas morrem muito cedo. Estupradas flores que murcham.  Como é possível? Alguém esqueceu de fechar a porta. O céu lotado de crianças  sobre as nuvens: asas ao vento. Antes do próximo sábado  e com a boca seca quem ainda partirá sem se despedir? * Na janela Bem perto do mar As mãos repousam De tempos em tempos Caminhos se abrem Ó corpo cansado do vento Onde descansarás? * A casa antiga  Em sonhos Os ramos verdes das acácias  Atravessam varandas E os sonhos de agora Não se misturam Pouco muito pouco Permanece Do reino dos rios Rio, fevereiro de 2026

Quarta-feira de cinzas

Descabelada nuvem anda ligeiro. Um céu de luz. E as flores pintadas na tela não voam. Papoulas. Fantasias, insônias.  Sandálias havaianas ainda dançam.  Andam ligeiras. Asfalto quente. Ventania. A menina bailarina e o mar azul em ondas espumam. *

Terça-feira gorda

No espelho do dia  4. E lá se vai mais um... Mais um poeta; Leonardo, o que vivia na natureza,  o Fróes (eu soube só agora). O samba rasgado de versos. O suor e o sol nascente ao ritmo da cuíca. Geme. E lá vamos nós... Leio e escrevo poesia. Rabisco. A mão mansa ousa. Assina. São as poetas russas; Akhmátova e Tzvietáieva (Três consoantes t e três v misturadas às quatro vogais a) em sobrenomes que voam. Lá vamos nós. Todos nós, pés no chão  nas asas da poesia... Rio de Carnaval ainda, 2026.

Segunda-feira de Carnaval

Espelho da nação  3. Carnaval do povo  reverencia Lula. E mulheres lutam  pelo rio  Tapajós! Um calor amazônico.   Já se estende por aqui. Rio de Janeiro, E rios a cuidar. Brasil no samba. É semana de samba no pé: Carnaval, Fantasias, Purpurinas. Não é fake. É vero, é.

Domingo de carnaval

 Um espelho invertido 2. A dança, os pulos, a alegria desmedida. Alguns circulam perdidos entre turistas e sambistas. Biquínis e bumbuns no burburinho das festas. Lula é festejado: Lulá... Lulá... Invertendo tudo o mundo calejado. Protejam o calcanhar de Aquiles!

Hoje é sábado de carnaval

 Um espelho refletido 1. Há dias em que vemos muito. Há instantes em que vemos e entendemos bastante. Os dias de Carnaval no Rio de Janeiro correm nas ruas e avenidas da cidade, principalmente. Correm nas veias dos carnavalescos. Os meus dias acontecem dentro de casa, com muito prazer. Não sinto falta da folia de Carnaval. Faz tempo que reflito, especialmente nestes dias, sobre o homem de nosso tempo. Os países que consigo observar em suas multiplicidades de hábitos e línguas nem são tantos assim. Porém, vejo o México de roupa nova e feminina sendo guiado pelas mãos de uma mulher digna e bonita. Aliás, por enquanto, uma líder das Américas que se move para ajudar Cuba em um momento tão desesperado. Vejo o patético e diminuto presidente da Argentina dificultando a vida do próprio povo, e custo a crer que meus amigos escritores estejam passando por isto. Vejo o nosso Lula realizando tanto pelo nosso país, mas de mãos amarradas para algumas ações importantes e justas porque se ele prec...

Ateliê chez moi

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 E dentro de cada tela há caminhos. Espaços se enchem de formas novas. Reverberam árvores, nuvens e sensibilidades. 

De luto (pela natureza)

 Passei a tarde de hoje de luto pela poda excessiva sofrida na árvore que batizei de minha, e que mora perto da janela de meu quarto.  Resolveram podá-la. A explicação dada foi o risco que oferecia de queda. Um terreno inclinado lança árvores e pássaros em revoadas sob riscos de queda. Quisera acreditar que as fortes chuvas do verão não sejam a causa verdadeira de tal decisão.  Mas, por que cortaram tanto os hibiscos que viviam ao lado? Observo os passarinhos procurando seus galhos prediletos desaparecidos.  E penso que nós,  qualquer um de nós, também perdemos nossos pousos certos em algum momento.  Rio, verão de 2026.

Leio Rubem Braga

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 O livro chegou em minhas mãos pelo correio. Leio atenta e alegre. Lembro que manuseei uma parte da correspondência de Rubem Braga em pesquisas na Casa Rui em 2000.  Este incrível e talentoso escritor nasceu na mesma cidade que minha mãe, no Esp. Santo. Conheci Cachoeiro de Itapemirim ao redor de meus quatorze anos. Era uma festa de casamento de família (o lado Vivacqua da familia de minha avó). Naquela época eu adorava Roberto Carlos e já conhecia algumas crônicas de Rubem Braga, pois em minha casa estes nomes circulavam com emoção. Eles eram os 'cachoeirenses ausentes' famosos! Muita coisa mudou nas décadas seguintes. Mas, estas crônicas parisienses permanecem entre nós como registros sinceros. E permanecem atuais, pois são escritas de forma interessante as pertinentes opiniões do autor tanto sobre socialismo quanto sobre arte. Cheias de informações curiosas vividas na década de cinquenta na França, e ao redor de nomes importantes da literatura e da pintura principalmente, i...

Bom dia, amigos

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  A poesia, a música e a gentileza de Leonard Cohen abrem caminhos! Desfrutem de tudo...

Caros amigos,

 Devo registrar, aqui, a minha completa indignação com o que ainda e sempre acontece em Gaza. E ouso afirmar que Gaza afundará conforme estamos vendo, mas nós todos afundaremos juntos. Nós que assistimos de longe e, sobretudo, os envolvidos nas questões violentas que acontecem lá diariamente.  E digo isso de forma enfática, porque estamos envolvidos com a nossa humanidade, ou seja somos todos humanos, e vivendo o mesmo tempo de mundo. O que acontece no outro lado do globo também acontece conosco. Explico: a dor de uma mulher palestina não é distinta da minha. A morte de uma criança iraniana ou ucraniana não é menor que um assassinato de uma criança no Brasil. Quando os EUA autorizam matar jovens ou imigrantes a torto e a direito sem se responsabilizar, eles estão nos destituindo como cidadãos do mundo. Somos todos iguais perante a lei. A lei é humana. Os direitos internacionais existem. E não é possível andar para trás sem ter os efeitos de tudo isso em nossa existência. ...

Fazendo Arte

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 Pintura matutina em andamento... Rio, 8 de fevereiro 2026

Domingo pré-Carnaval

Eu pinto Tu lês Ele corre Ela rema Nós respiramos Vós vozes da folia Eles sambam no asfalto  * Escrevo o ar que respiro Anoto abelhas e andorinhas Revolvo o pensamento acordado Pios soltos Balançam  passarinhos 

Ao redor do verde

Árvores do jardim balançam. Seguram ninhos e ervas de passarinho. E no vento e na chuva de verão brilham cantando alto. As saias de algodão passeiam do varal às pernas alvas. Ontem a tarde andou rápido. Os carros entulhados seguiram fileiras no asfalto. Um sol quente fervia miolos nas pedras do chão.  Nós dois cumpríamos os rituais de um médico e outro agendados. Semana árdua de cuidados: enquanto a idade avança. Enquanto o verão não finda e chove. Enquanto ainda há árvores ao redor.  Rio de Janeiro, 2026 * Ah, sim... O ar Arquivo  E texto * Um dia a nuvem viu O pássaro  Asas altas Um dia As asas do anjo Somaram arrepios Suaves balanços 

Sábado de calor intenso

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 Luz e sombra Colagens Pinturas Instantes Recantos Escuta Navegação  Luz e sombra